quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Reportagem na Revista Yoga Journal



Ano passado enquanto estava fazendo o tratamento escrevi esta matéria para a revista Yoga Journal. Publico para vocês e anuncio que a revista estará lançando nova edição em março. 




Agradeço sempre a querida editora da revista Greice e o designer Huan Gomes. Amo vocês! Huan tirou a foto da capa e outras mais, aquela manhã foi linda! E eu por dentro sofrendo por pensar estar na capa da revista por que tinha câncer. Depois que entendi, estava na capa pois iria me curar!


Agradeço a todos os professores que colaboraram para esta reportagem, você me deram muita força! Fez muito bem saber do meu valor para vocês.


Em especial o Dr. Ruguê que muito sabiamente fala sobre o câncer e os mitos dos programas de auto-ajuda. Gratidão sempre!

Vai Camila!!!!













sexta-feira, fevereiro 07, 2014


Kshanti

Cultivando a aceitação e o estado de paz

Swami Dayananda Saraswati



A palavra sânscrita kshánti freqüentemente é traduzida como "tolerância" ou "capacidade de suportar". Mas essas duas expressões portuguesas trazem um sabor negativo de "sofrimento resignado", quando, ao contrário, kshánti é uma atitude positiva - não uma resignação dolorosa. Uma tradução melhor seria "acomodação". A atitude de kshánti significa que eu, alegremente, calmamente, aceito aquele comportamento e aquelas situações que não posso mudar. Desisto da expectativa ou exigência pela mudança de outra pessoa ou situação, de forma a se moldar ao que penso ser agradável para mim. Eu me acomodo às situações e às outras pessoas alegremente.

Todos os relacionamentos requerem acomodação
Esse valor deve ser construído a partir da compreensão da natureza das pessoas e dos relacionamentos entre elas. Nunca encontrei numa pessoa todas as qualidades de que gosto ou todas de que não gosto. Qualquer pessoa será uma mistura de coisas que acho interessante e outras que considero desinteressantes. Similarmente, eu terei o mesmo impacto nos outros. Ninguém vai me achar totalmente agradável. Quando reconheço esses fatos, vejo que todos os relacionamentos requerem alguma acomodação da minha parte. Não estarei disposto, ou talvez não serei capaz de mudar ou satisfazer todas as expectativas que o outro tem de mim; tampouco os outros estarão dispostos ou serão capazes de mudar e satisfazer todos os meus critérios em relação a eles. Nunca encontrarei um relacionamento que não requeira acomodação.

Em especial, os relacionamentos que envolvem coisas que fortemente desgosto em alguém requerem acomodação da minha parte. Se eu for capaz de modificar a pessoa, ou se puder colocar uma distância entre mim e ela, sem faltar ao meu dever, tudo estará bem. Mas se não puder fazer isso, simplesmente devo me acomodar alegremente. Ou seja, devo tomar a pessoa como ela é. Não posso esperar que o mundo ou as pessoas mudem. Simplesmente não é possível compelir as pessoas a mudar para satisfazer minha expectativa de como elas deveriam ser. Algumas vezes alguém pode mudar um pouco por mim ou pode tentar mudar, mas não posso contar com isso. Geralmente, quando quero uma mudança nos outros, eles também desejam uma mudança em mim. Teremos, então, um impasse.

Para kshánti, diminua as expectativas
Quando examinar meus processos mentais, provavelmente verificarei que, para minha surpresa, eu ofereço kshánti mais prontamente para um tolo insuportável do que para meu melhor amigo. Isso porque não espero algo sábio ou inteligente de um tolo; mas espero que meu amigo viva de acordo com certos padrões que considero adequados. Um tolo incorrigível não consegue me desapontar, mas outros, por uma razão ou outra, em algum momento, conseguem. Não deveria ser assim. Minhas expectativas deveriam colocar todos na mesma categoria do tolo incorrigível. Ninguém deveria ser capaz de me desapontar, mas somente capaz de me surpreender. E minha atitude deve ser a de estar preparado para acomodar todas as surpresas possíveis.

Devo acomodar as pessoas como acomodo objetos inertes, isto é, devo tomá-las como são. Eu não gosto de ser queimado pelo Sol, porém não peço ao Sol que pare de brilhar. Aprecio a benção mista de um Sol quente brilhando e entendo que, sendo uma benção mista ou não, não posso desligá-lo. Não peço às abelhas que não tenham ferrão, tampouco odeio as abelhas se, estando no caminho delas, recebo uma picada. Continuo apreciando a função da abelha e aproveito o mel. Porém, considero ser muito mais difícil ter para com as pessoas a atitude que tenho com os insetos e objetos inertes. Posso me relacionar adequadamente com um objeto inerte ou uma criatura selvagem porque não espero qualquer mudança deles. Mas espero que as pessoas possam mudar para se tornarem mais agradáveis para mim. Mantenho minha mente agitada com exigências contínuas por mudanças de forma que os outros em minha vida sejam mais de acordo com as minhas preferências. De fato, nem os humanos podem ser capazes de mudança. Freqüentemente não conseguem mudar ou por falta de força de vontade ou por falta de vontade. Quando alguém não consegue mudar ainda que deseje mudar é porque não possui força de vontade. Nada mais há a fazer, a não ser acomodar essa pessoa. Quando uma pessoa não muda porque não deseja tentar a mudança, podemos tentar convencê-la a ter a vontade de se beneficiar de uma mudança. Se não for possível convencê-la, então acomode-a. O que mais se pode fazer?! De qualquer maneira, o mundo é amplo. A variedade torna-o mais interessante. Há espaço suficiente para acomodar a todos.

Responda à pessoa, não à ação
Para descobrir dentro de mim um valor pela acomodação, eu deveria olhar para a pessoa por trás da ação. Geralmente, é quando estou respondendo ao comportamento da pessoa, à sua ação, que acho difícil ser acomodativo. Quando tento entender a causa por detrás da ação, me coloco numa posição de responder à pessoa e não à ação, e então minha resposta para essa pessoa pode ser uma resposta acomodativa. Tento ver o que existe por detrás do súbito ataque de raiva ou da explosão de ciúmes ou da conduta dominadora e respondo à pessoa, e não às ações. Se não consigo ver o que há por detrás das ações, ainda assim, tenho em mente o fato de que muitas razões desconhecidas por mim armam o palco para qualquer ação por parte da outra pessoa. Com essa disposição de espírito achei natural ser acomodativo. Numa situação onde minha interação é para com a pessoa em vez de para com a conduta, conseguirei me manter calmo. De fato, a dissolução de qualquer discussão entre pessoas é quase sempre o resultado de uma apreciação mútua feita pelas pessoas em vez de uma nova atitude quanto à conduta irrefletida.

Reações mecânicas impedem a acomodação. Para ser livre ao interagir com uma pessoa, devo ser livre de reações mecânicas. Tenho que escolher minhas atitudes e fazer as ações deliberadamente. Uma reação é um tipo de conduta mecânica e não-deliberada. É uma resposta condicionada extraída de experiências anteriores, sem autorização prévia da minha vontade. Na verdade, é uma resposta que não foi avaliada conforme a estrutura de valores que estou tentando assimilar, mas que somente ocorreu. Algumas vezes a minha reação pode ser uma ação ou atitude que, mais tarde, após reflexão, eu aprovaria. Outras vezes minhas reações podem ser completamente contrárias às atitudes e ações que eu gostaria de manter ou fazer. Reações podem ir contra toda a minha sabedoria, estudo e experiência anterior. Esses fatores são relegados e a reação ocorre. O que aprendi anteriormente torna-se sem valor para mim. Posso ter lido todas as escrituras do mundo, posso ser um ótimo estudante de sistemas éticos, posso ser um profissional diplomado em dar conselhos aos outros, mas quando acontece a reação, essa será exatamente tão mecânica como a de qualquer outro. Sabedoria, aprendizado e experiência não me servirão de nada. Portanto, até que meus valores éticos se tornem completamente assimilados, estabelecendo uma base a partir da qual atitudes e ações corretas surjam espontaneamente, devo, através da atenção, evitar reações e, ao invés disso, deliberadamente e refletidamente escolher minhas ações e atitudes. Quando evito reações, estou livre para escolher minhas ações e atitudes, posso ser acomodativo em meus pensamentos, palavras e ações.

kshánti e ahimsá: qualidades de um santo
Acomodação é uma qualidade bela e santificada. Dentre todas as qualidades, ahimsá e kshánti constituem as qualidades de um santo. As qualificações mínimas para um santo são essas duas qualidades. Não é preciso ter sabedoria nem é necessário o aprendizado das escrituras para ser um santo, mas a pessoa deve ter esses dois valores. Um santo é uma pessoa que nunca fere conscientemente outra pessoa pela palavra, ação ou pensamento, e que aceita as pessoas - boas ou ruins - exatamente como elas são; que tem uma infinita capacidade de acomodar, perdoar e ser compassivo. Essas qualidades (acomodação, perdão, compaixão...) estão incluídas na qualidade chamada kshánti. Um santo sempre é dotado de kshánti - uma capacidade infinita para a compaixão. Ele responde à pessoa, não à ação. Ele vê a ação errada como um erro originário de um conflito interno e é compassivo para com a pessoa que o comete. Uma atitude de kshánti, acomodação, expande o coração. Esse se torna tão amplo que aceita todas as pessoas e circunstâncias exatamente como elas são, sem desejos ou cobranças de que sejam diferentes. Isso é kshánti.

(fonte:http://www.vidyamandir.org.br/swami2.htm)

terça-feira, janeiro 21, 2014

Acreditar na força do Universo

O texto abaixo foi escrito em junho de 2012. Em outubro de 2012 fui diagnosticada com câncer. E não retiro nenhuma palavra deste texto, apenas acredito ainda mais na força do Universo.



Quando olho para a história da minha vida e para tudo o que já aconteceu desde que nasci, vejo a perfeição, percebo que todos os acontecimentos já passados não poderiam ter sido diferentes. Tudo o que aconteceu foi exatamente como deveria ser. Quando nossa visão fica mais ampla é possível perceber que existe uma ordem no Universo, tudo é exatamente da forma que tem que ser. Tudo acontece no seu tempo perfeito.

Ter essa consciência traz uma confiança enorme em nós mesmos e na ordem do Universo. Deveríamos perceber que cada dia é um milagre, todos os dias quando o sol nasce. Mas geralmente só entramos em contato com essa força e essa crença quando algo muito difícil acontece. Quando grandes obstáculos se põem a nossa frente.

Quando percebemos que existe uma força maior do que nós e que ela é a causadora das coisas, tiramos um grande peso dos nossos ombros. Continuamos seguindo o Dharma, fazendo aquilo que deve ser feito por nós. E aprendemos a aceitar o resultado dos nossos atos.

Você já olhou para a sua história de vida através dessa percepção? Consegue ver que tudo foi exatamente da maneira que tinha que ser? Que nada é por acaso e que tudo tem sua razão, apesar de às vezes não conseguirmos perceber? Quando tomamos consciência disso, tudo o que acontece é uma oportunidade de aprender e crescer. As dificuldades são marcos que nos mostram os caminhos a serem trilhados.

Há muitos anos atrás tive uma gravidez e após três meses de gestação tive um aborto espontâneo. Naquele momento fiquei muito triste, e sofri durante muitos anos. Realmente foi a maior dor que já senti, e essa dor só passa com a vinda de um novo neném. Faz poucos dias meu filho chegou. Num parto normal super difícil, chegou cheio de saúde. Olho pra ele e percebo que podemos sim confiar, podemos acreditar no nosso potencial, na nossa intuição e nossa força inesgotável.

Observe os fatos da sua vida de forma mais ampla, perceba a ordem dentro dos fatos. Acredite em você, acredite na força do Universo. Que tudo é exatamente como tem que ser. Não espere que algo dramático aconteça na sua vida para conseguir se conectar com essa força. Viva ela agora! 

sexta-feira, dezembro 20, 2013

Quimioterapia e Yoga

Me olhando de frente
Estava para tirar fotos praticando Yoga para mostrar como me encontro no presente.
Vários quilos acima do peso normal, corpo duro, inflexível e muito dolorido, músculos flácidos por conta da falta de exercícios mais fortes e da quantidade de cortisona que tomei, cabelos crescendo com cachos incontroláveis, pele sensível e manchada pelos efeitos da quimioterapia.
Volto a ser uma iniciante, e sinto que é bem mais difícil iniciar aos quarenta anos do que iniciar aos dezoito anos, quando fiz minha primeira aula.
Mesmo com a auto estima baixa, enfrentei os sentimentos que me pediam para não tirar as fotos e fui. Minha querida tia Ro, com sensibilidade, humor e um olhar especial, tirou lindas fotos, mesmo num dia nublado.
Estas fotos têm como objetivo maior incentivar pessoas a praticar Yoga, mesmo que façam apenas pequenos movimentos, pequenos alongamentos, rotações das articulações, mesmo que seja só respirar, mesmo que seja somente ficar consigo por alguns minutos.

Estas fotos têm como objetivo ainda maior, mostrar que câncer têm cura, que o tratamento é difícil porém é possível. Que a quimioterapia deve que entrar no corpo, fazer seu papel, e nós não pacientes, mas conscientes do processo devemos ajudá-la a sair do corpo. Os exercícios do Yoga são uma excelente opção de apoio a cura. Ao fazer quimioterapia, pratique Yoga.







quinta-feira, novembro 28, 2013

Eu, uma iniciante no Festival de Yoga da Bahia

Depois de dois anos sem ministrar aulas, foi lindo estar de volta à comunidade de Yoga. Decidi junto com uma das minhas melhores amigas a ir ao Festival de Yoga da Bahia em uma das visitas que ela me fez durante o meu transplante de medula.

Compramos as passagens, fizemos a matricula no evento e então eu enviei um e-mail para Marcos Aquino para me oferecer para ajudar em algo. Disse que como fiquei tanto tempo sem trabalhar estava disponível para poder ajudar. E ele abriu um espaço para mim!

A vida pegando fogo aqui em casa, nos mudamos um dia antes de eu ir viajar. Meu marido ficou um pouco chateado, pois imagina, a casa virada de cabeça para baixo e o nosso filho de um ano e seis meses correndo para lá e para cá durante o final de semana que a mamãe estaria na Bahia. Mas ele sabia que este momento era muito importante para mim.

Os queridos Barbara e Frandu da produtora Bodhgaya me convidaram para dar uma entrevista para o Doc Hermógenes, filme documentário sobre a vida deste querido grande mestre de Yoga. Eu me emocionei neste depoimento, lembrei do momento no transplante em que de um lado segurei na mão de Deus e do outro lado segurei na mão do Professor Hermógenes e repetia mentalmente: Entrego, Confio, Aceito e Agradeço. Foi lindo!

As aulas dos outros professores convidaram foram incríveis, meu corpo todo doía, mas doía muito. Minha flexibilidade foi embora (mas não para sempre). Estava eu lá, após 22 anos de prática de Yoga como uma dedicada aluna iniciante. Que bom que podemos sempre recomeçar.

Minha palestra foi a penúltima do evento, minha emoção era grande. Pensei tantas coisas no que falar, afinal de contas aprendi tanto com tudo o que vivi. E lá no evento aprendi tanto também. Então na minha palestra falei sobre a vida de Yoga e como a eminência da morte nos faz pensar no que devemos fazer da vida. Devemos aproveitá-la da melhor maneira possível. Devemos nos incomodar menos com os problemas e começar agora fazer da nossa a vida a vida que gostaríamos de ter, porque a vida é AGORA.

quarta-feira, setembro 11, 2013

Emoções e Câncer

Por muitas vezes achei que essa história de que o câncer tem ligações com situações emocionais era uma grande besteira, afinal é algo que não pode ser comprovado.

Mas depois de ter passado por ele, percebo que pode sim ter algo em comum.

O mais importante disso tudo é não ficar “encafifado” em querer achar respostas, mas poder mudar a sua vida para a vida que você gostaria de ter. Para mim fez parte do processo de cura refletir sobre todas as situações emocionais e aprender a perdoar. Perdoar é saber esquecer o ruim, é conseguir ficar com o bom daquilo que passou.

Tive muitos ganhos com o todo o processo. Posso dizer que sou hoje uma pessoa mais feliz. E que têm ainda muito o que aprender!


segunda-feira, agosto 26, 2013

Cabelo crescendo e tudo o mais


Como alguns já sabem passei pelo momento mais difícil da minha vida há pouco tempo. Em 2012 meu filho nasceu, Deus me enviou um anjo. Quando ele completou 5 meses fui diagnosticada com Linfoma de Hodgkin. Nada fácil. Mesmo sabendo das grandes chances de cura, saber que teria que passar por um tratamento tão agressivo me deixou cheia de medos. E sem saber bem sobre o que ia acontecer, iniciei o tratamento. Durante todo o processo vieram os exames, as mudanças de tratamento, as mudanças de médicos, os milhões de conselhos dos amigos sobre o que deveria e não deveria fazer para melhorar.

Passei por fases de odiar ouvir alguém falar sobre outra história de algum conhecido com câncer. E as receitas?! Passei por momentos de agradecer e entender que as pessoas na verdade só queriam o meu bem. Aliás, meu marido na época me falou: “Calma Camila, as pessoas só querem te ajudar. Imagina se elas soubessem o que você tem e não falassem nada, se não estivessem nem ai com seu problema?”. Pronto, comecei a ouvir e agradecer.
Quando passamos por um processo desses, ouvimos muita coisa. E também refletimos muito sobre a vida em si. Eu percebi que poderia ter uma vida melhor do que estava tendo. Vendi minha empresa de roupas e decidi trabalhar somente com o que me dá satisfação, ou seja, ajudar as pessoas a encontrarem seu potencial maior. Ou na linguagem do Yoga, ajudar as pessoas a encontrarem seu Dharma e sua própria natureza, swarupe.
Hoje completo 32 dias após o transplante de medula autólogo. Este foi um tratamento para consolidar minha cura. O tratamento durou exatamente 10 meses. Estes foram os meses mais difíceis da minha vida. Fiquei muito inconformada com a doença. Como Eu, que sempre fui tão saudável?! Sofri demais com a questão da aparência, tanto que consegui segurar meu cabelo na cabeça até o final, meu cabelo só caiu mesmo, em tufos após o transplante. Hoje estou careca, mas curada! Quando saio na rua fico com um tipo de vergonha das pessoas, mesmo porque estou usando mascara, pois meu sistema imunológico está muito debilitado. Mas tenho vontade de mostrar minha careca para os amigos. 
Agora me sinto muito fraca, meu hemograma mostra que estou com anemia. No momento tenho que descansar. Minha prática de Yoga está sendo em cima da minha cama king size, o chão com tapetinho ainda se mostra muito duro para quem passou por tudo o que passei.
Senti uma sensação de leveza e conforto quando abri no Facebook que estava com a doença. Tudo deixou de ser tão estranho. Os depoimentos das pessoas me ajudaram muito. Agradeço a cada uma das postagens. Encontrar com os amigos na rua e receber um abraço sempre me emocionava. Tudo bem que eu sou uma chorona mesmo. E quando finalmente recebi o resultado do ultimo exame confirmando minha cura, meu Deus, que alegria. E ver a alegria dos meus amigos é incrível. Fico tão feliz que as pessoas estão felizes por que eu tão cedo não vou morrer!
Uma das minhas alunas disse um dia para mim que tudo isso era só para que eu soubesse o quanto sou forte e amada. E ela tem razão! Amo todos os meus alunos, te amo Roberta!
Ontem sonhei que meu cabelo estava crescendo, e hoje vi que está crescendo mesmo! Bem, aqui algumas idéias. Estou organizando elas aos poucos. Espero que gostem!